E cá estamos, final do terceiro semestre...


... ou início do quarto, praticamente.

Ao longo do último ano, trabalhei muito, e a Saúde Coletiva começa a tomar mais forma daquilo que se pretendeu ao abrir espaço para uma nova graduação, uma nova profissão - e provável a que eu siga até o final da vida - mas o descobrir de uma grande paixão pelo ofício, e o que era um flerte, uma militância, agora aponta para um casamento.

Muitas coisas saíram do papel: a intervenção proposta na PLES do ano passado hoje já é um projeto de extensão - Ativação da Rede de Cuidado Intersetorial à População de Rua - que tem sido coordenado pela Prof.ª Maria Gabriela, e que caminha para um grupo de pesquisa. Já temos um grupo de estudos, que se encontrará às segundas-feiras, das 16h30 às 18h00, e com ele amigos de caminhada, de estudos, de inquietação.

E como natural apontamento da interação com os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Porto Alegre, em outubro faremos uma exposição com os trabalhos de cerâmica e papel artesanal do Núcleo de Trabalho Educativo da EPA, na Câmara Municipal, com objetivo de dar visibilidade ao trabalho dos alunos sob a ótica da potência, intencionando ajudar na desconstrução do estigma que incide sobre essa população, de pessoas com pouca vontade ou talento. São muito talentosos, o que carece é a política pública, e a consciência da sociedade de que toda pessoa é humana.

Outro aspecto que nos chamou atenção foi a semelhança das representações artísticas com as obras do Museu do Inconsciente, o que só comprova que a arte tem esse imenso potencial de possibilitar a auto-organização interna, de que em nosso inconsciente busca, sob as mais terríveis condições, alguma completude e sentido.

Como eu nunca consegui estar no mundo sem trilhar rumos com a arte, e talvez a minha vida, até o momento tenha sido a busca da materialidade das canções que amo, deixo a canção dedicada a este registro.





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